sexta-feira, 19 de abril de 2013
Reabilitar Troço a Troço
"O Projecto Rios foi lançado pela “Associación Habitas para Projecte RIUS Catalunya” e está a ser implementado em Portugal desde 2006, visando a adopção e monitorização de um troço de Rio, de modo a promover a sensibilização dos cidadãos para os problemas e necessidade de protecção dos Rios. Tendo em consideração que o Projecto Rios visa contribuir para uma melhoria das zonas ribeirinhas e da qualidade de vida da população, promovendo o Desenvolvimento Sustentável, com uma metodologia já reconhecida."
Fonte: Site oficial da Câmara Municipal de Santarém
http://www.cm-santarem.pt/ambiente/recursoshidricos/Paginas/ProjectoRios.aspx
De acordo com esta informação, apresentamos o seguinte vídeo:
http://videos.sapo.pt/elG5MZWGzUFiiChDZAgu
quinta-feira, 4 de abril de 2013
"Poluição no rio Alviela sobe ao Parlamento com galerias cheias e bancadas desfalcadas"
" Eis que começa a discussão: sobe ao Parlamento o problema da poluição do rio Alviela, mercê das duas petições assinadas por cerca de 10 mil cidadãos dos concelhos de Santarém e Alcanena.
(...)
As bancadas só enchem para a votação, porque depois é tempo de os deputados rumarem às golfadas até à saída. São cerca de 30 os que resistem quando os olhos das galerias voltam a deter-se no centro. Do outro lado, na fiada de cadeiras destinadas ao Governo, não se vê vivalma, porque esta, diz o presidente da assembleia, Jaime Gama, é uma questão "dirigida ao órgão de soberania assembleia e, portanto, deve ser só a assembleia a estar presente no debate". Eis que começa a discussão: sobe ao Parlamento o problema da poluição do rio Alviela, mercê das duas petições assinadas por cerca de 10 mil cidadãos dos concelhos de Santarém e Alcanena.
As galerias estão silenciosas, porque quando decidiram aplaudir a deputada que lhes encabeçou a causa, a independente Luísa Mesquita, Jaime Gama ameaçou com a expulsão. Mesquita, ex- PCP, desenhava então o cenário do "crime de Alviela" que a ditadura cometeu e a democracia apadrinhou, dizia: uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) dos anos 80, inacabada e disfuncional, que esguicha "cheiros nauseabundos" para a população de Alcanena e a sua teia picotada de colectores de esgotos que "tem vindo a contaminar os solos e os lençóis de água subterrâneos". "Considerar que esta matéria é da responsabilidade de outros, e que não é também do Governo, é no mínimo caricato e inqualificável". E pediu um "programa urgente de requalificação ambiental do rio Alviela que assegure a limpeza das margens, a recuperação dos açudes e das quedas de água, a intervenção na ETAR e em todo o sistema periférico e o caudal ecológico a que a EPAL [Empresa Portuguesa de Águas Livres] está obrigada".
As intervenções seguintes seguem a pauta: saudação (às populações), lamentação (pelo problema que se arrasta), ataque (à oposição). Ora, é o PS que continua alheio à dita "vergonha nacional", ora é a direita que reprovou a afectação de fundos para o Alviela no orçamento, ora a esquerda que só faz "propostas mirabolantes sem dizer onde se vai buscar dinheiro". Às promessas de vigilância das outras cores, o PS responde com um "o Governo sabe e apoia".
No final, o autarca de Santarém, Francisco Moita Flores, fez o balanço ao PÚBLICO: "Não há ninguém inocente, todos nós somos cúmplices dos erros cometidos, mas também podemos ser todos parceiros na solução. Houve demasiada partidarização, mas gostei do entusiasmo. O próximo passo é pedir uma audiência ao secretário de Estado do Ambiente".
Estado reticente
A regeneração do Alviela requer entre 20 e 25 milhões de euros. Os autarcas pretendem que o Governo deixe o projecto concorrer aos fundos europeus do QREN no âmbito do programa operacional temático, mas o executivo tem insistido com os municípios para que se candidatem a nível regional, o que significaria menos dinheiro comunitário, Segundo Moita Flores, a recuperação do Alviela só será viável se Bruxelas pagar entre 15 e 18 milhões de euros, ficando o restante a cargo das autarquias e empresários locais. "
As bancadas só enchem para a votação, porque depois é tempo de os deputados rumarem às golfadas até à saída. São cerca de 30 os que resistem quando os olhos das galerias voltam a deter-se no centro. Do outro lado, na fiada de cadeiras destinadas ao Governo, não se vê vivalma, porque esta, diz o presidente da assembleia, Jaime Gama, é uma questão "dirigida ao órgão de soberania assembleia e, portanto, deve ser só a assembleia a estar presente no debate". Eis que começa a discussão: sobe ao Parlamento o problema da poluição do rio Alviela, mercê das duas petições assinadas por cerca de 10 mil cidadãos dos concelhos de Santarém e Alcanena.
As galerias estão silenciosas, porque quando decidiram aplaudir a deputada que lhes encabeçou a causa, a independente Luísa Mesquita, Jaime Gama ameaçou com a expulsão. Mesquita, ex- PCP, desenhava então o cenário do "crime de Alviela" que a ditadura cometeu e a democracia apadrinhou, dizia: uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) dos anos 80, inacabada e disfuncional, que esguicha "cheiros nauseabundos" para a população de Alcanena e a sua teia picotada de colectores de esgotos que "tem vindo a contaminar os solos e os lençóis de água subterrâneos". "Considerar que esta matéria é da responsabilidade de outros, e que não é também do Governo, é no mínimo caricato e inqualificável". E pediu um "programa urgente de requalificação ambiental do rio Alviela que assegure a limpeza das margens, a recuperação dos açudes e das quedas de água, a intervenção na ETAR e em todo o sistema periférico e o caudal ecológico a que a EPAL [Empresa Portuguesa de Águas Livres] está obrigada".
As intervenções seguintes seguem a pauta: saudação (às populações), lamentação (pelo problema que se arrasta), ataque (à oposição). Ora, é o PS que continua alheio à dita "vergonha nacional", ora é a direita que reprovou a afectação de fundos para o Alviela no orçamento, ora a esquerda que só faz "propostas mirabolantes sem dizer onde se vai buscar dinheiro". Às promessas de vigilância das outras cores, o PS responde com um "o Governo sabe e apoia".
No final, o autarca de Santarém, Francisco Moita Flores, fez o balanço ao PÚBLICO: "Não há ninguém inocente, todos nós somos cúmplices dos erros cometidos, mas também podemos ser todos parceiros na solução. Houve demasiada partidarização, mas gostei do entusiasmo. O próximo passo é pedir uma audiência ao secretário de Estado do Ambiente".
Estado reticente
A regeneração do Alviela requer entre 20 e 25 milhões de euros. Os autarcas pretendem que o Governo deixe o projecto concorrer aos fundos europeus do QREN no âmbito do programa operacional temático, mas o executivo tem insistido com os municípios para que se candidatem a nível regional, o que significaria menos dinheiro comunitário, Segundo Moita Flores, a recuperação do Alviela só será viável se Bruxelas pagar entre 15 e 18 milhões de euros, ficando o restante a cargo das autarquias e empresários locais. "
sexta-feira, 29 de março de 2013
Notícia: PSD exige ao Governo solução para poluição do rio Alviela
"Consideram "uma potencial catástrofe" devido às deficiências da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena.
A solução, segundo os deputados, passa por um investimento urgente na ETAR de Alcanena, que "tem o seu futuro em risco" se não for substituída a "rede de colectores que se encontra bastante degradada".
Entre os problemas identificados pelos deputados na ETAR está a falta de capacidade da instalação para o caudal de água que recebe e que "aumenta substancialmente sempre que chove", levando a que "esgotos industriais e domésticos" sejam desviados directamente para o rio.
O PSD assinala que apesar de já terem sido investidos "49,88 milhões de euros" em Alcanena, as descargas tóxicas "são novamente regulares desde os anos 2000/2001"."
Adaptado da notícia: http://www.publico.pt/local/noticia/psd-exige-ao-governo-solucao-para-poluicao-do-rio-alviela-1284338
(Jornal Público, 2007)
Principais causas da poluição no Alviela
Com
base no documento intitulado “Hidroprojeto” da Câmara Municipal de Santarém e da análise à qualidade da água, segundo os critérios de qualidade do
Decreto-lei n.º 236/98, concluiu-se que a água do rio Alviela apresenta-se imprópria para
uso/consumo.
Estas são algumas das razões principais da poluição deste rio, sendo derivadas frequentemente de cargas orgânicas; ciclo do Azoto; ciclo do Fósforo; cloretos e coliformes fecais.
Após a análise ao tipo de principais fontes poluidoras localizadas na bacia
hidrográfica, podem-se enumerar diversas fontes, sendo as principais: rede doméstica; indústria
de curtumes; pecuária (suiniculturas, vacarias, aviários); lagar de azeite e
lagar de vinho.
Fontes:
HIDROPROJECTO, “Estudos para a recuperação"
Foto de Helena Nunes
quarta-feira, 27 de março de 2013
Reabertura do Centro de Ciência Viva do Alviela
"Sabia que nas grutas do Alviela existem cerca de 5000 morcegos de 12 espécies diferentes? Gostaria de viajar num simulador de realidade virtual ao longo de 175 milhões de anos, percorrendo abismos, grutas e vales repletos de dinossauros? Sabe o que é um aquífero cársico e qual a relação com a água das chuvas? Estas e outras actividades e curiosidades científicas estão à sua espera no Centro Ciência Viva do Alviela - Carsoscópio, que reabre ao público no próximo dia 4 de Abril. Não deixe de visitar. "
Este foi o modo como o Pavilhão do Conhecimento divulgou a reabertura do Centro de Ciência Viva do Alviela.
A reabertura será no dia 4 de Abril.
Fontes:
Facebook do Pavilhão do Conhecimento - Centro de Ciência Viva
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151493099616738&set=a.252398351737.140774.229181021737&type=1&theater
Centro de Ciência Viva do Alviela
http://www.alviela.cienciaviva.pt/home/
Este foi o modo como o Pavilhão do Conhecimento divulgou a reabertura do Centro de Ciência Viva do Alviela.
A reabertura será no dia 4 de Abril.
Imagem do Facebook do Pavilhão do Conhecimento
Fontes:
Facebook do Pavilhão do Conhecimento - Centro de Ciência Viva
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151493099616738&set=a.252398351737.140774.229181021737&type=1&theater
Centro de Ciência Viva do Alviela
http://www.alviela.cienciaviva.pt/home/
quinta-feira, 14 de março de 2013
Breve caracterização do rio Alviela
O rio Alviela é um rio português que
nasce na Gruta do Alviela no concelho de Alcanena, na freguesia da Louriceira, junto à convergência com a
Ribeira dos Amiais, num local chamado Olhos de Água.
Atravessa várias freguesias até desaguar no rio Tejo, perto de Vale de Figueira na freguesia de Santarém.
Apesar de ter cerca de 46 km de comprimento representa a nascente cársica mais importante de Portugal.
Atravessa várias freguesias até desaguar no rio Tejo, perto de Vale de Figueira na freguesia de Santarém.
Apesar de ter cerca de 46 km de comprimento representa a nascente cársica mais importante de Portugal.
Desde 1880 que o rio faz parte do
sistema de abastecimento de água da EPAL, através do Aqueduto do Alviela, à
cidade de Lisboa. A sua captação é feita próximo da nascente dos Olhos de Água.
Atualmente, e já desde alguns anos, que é bastante afetado pela poluição que está relacionada sobretudo com o mau funcionamento de algumas ETARs industriais e domésticas dos concelhos de Alcanena e Santarém, como também devido a descargas provenientes de unidades industriais e agropecuárias.
Atualmente, e já desde alguns anos, que é bastante afetado pela poluição que está relacionada sobretudo com o mau funcionamento de algumas ETARs industriais e domésticas dos concelhos de Alcanena e Santarém, como também devido a descargas provenientes de unidades industriais e agropecuárias.
Foto de Helena Nunes
Fontes consultadas:
http://www.mediotejodigital.pt/NR/rdonlyres/210B32B7-908A-4A3B-902D-BC5E7E21185B/0/Brochura_5Cast_5Rios_final2.pdf
Abaixo encontra-se uma hiperligação para um vídeo acerca de uma notícia que saiu no jornal “ O Ribatejo”
sobre a poluição do Rio Alviela.
http://www.oribatejo.pt/2010/02/poluicao-do-rio-alviela-em-pernes-video/ quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Introdução ao tema
No
âmbito da Unidade Curricular Ambiente e Desenvolvimento Sustentável foi-nos
proposto a criação do presente blog de modo a partilhar, entre grupos através
de blogs, informações sobre diversas problemáticas relacionadas com o ambiente.
O tema deste blog incide sobre a poluição do Rio Alviela. Tanto a água como a vida estão intimamente ligadas na sua origem, visto que esta é a chave que interveio em grande parte na formação do relevo do planeta, na regulação da temperatura e do clima. A água disponível no planeta Terra divide-se em mares, oceanos, rios e lagos, estando também à superfície a mais ou menos profundidade – água subterrânea. Apresenta-se em três formas, líquida, a mais habitual de vermos, sólida ou gasosa. Grande parte da água da Terra é salgada o que faz com que a água disponível para consumo seja limitada, pois também uma grande parte da água doce encontra-se nos glaciares ou em profundidade.
Em suma, a água potável é utilizada para todos os efeitos alimentares (ex.: confecção de refeições) o que faz com que seja sujeita a um grande controlo por parte das companhias responsáveis pelo mesmo. No entanto, é essencial termos atenção aos produtos que utilizamos e que contactam muitas vezes com a água, seja ela potável ou não, deixando-a contaminada e imprópria para consumo.
O tema deste blog incide sobre a poluição do Rio Alviela. Tanto a água como a vida estão intimamente ligadas na sua origem, visto que esta é a chave que interveio em grande parte na formação do relevo do planeta, na regulação da temperatura e do clima. A água disponível no planeta Terra divide-se em mares, oceanos, rios e lagos, estando também à superfície a mais ou menos profundidade – água subterrânea. Apresenta-se em três formas, líquida, a mais habitual de vermos, sólida ou gasosa. Grande parte da água da Terra é salgada o que faz com que a água disponível para consumo seja limitada, pois também uma grande parte da água doce encontra-se nos glaciares ou em profundidade.
Em suma, a água potável é utilizada para todos os efeitos alimentares (ex.: confecção de refeições) o que faz com que seja sujeita a um grande controlo por parte das companhias responsáveis pelo mesmo. No entanto, é essencial termos atenção aos produtos que utilizamos e que contactam muitas vezes com a água, seja ela potável ou não, deixando-a contaminada e imprópria para consumo.
Foto de Helena Nunes
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